É banana-pão do quintalão,
Fruto honrado da estação;
Se quiser, há mais opção,
Para fartar a refeição.
Há jindungo e há mamão,
Maracujá, lima e limão;
Tudo brota deste chão,
Generoso em produção.
Pequenino, mas não em vão,
Certo fruto enche a mão;
Também cresce o agrião
E o tenro e verde feijão.
Junto à fresca hortelã,
Perfuma a manhã cristã;
E o sabor que daí vem
Faz bem ao corpo também.
A batateira, em expansão,
Já desafia o corrimão;
E a cajá-manga, em profusão,
Enche alegre o carro-de-mão.
Não se acanhe, meu irmão,
Nem duvide da lição;
Campo ou cidade, com atenção,
O alimento nasce da mão!