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Friday, June 05, 2026

VILA DA MATA: A COR DA POBREZA

Na turva senda onde o povo jaz,  

A fome reina, o consolo se desfaz.  


Nos rostos ocos, a dor se revela,  

E a miséria, altiva, o mundo desvela.  

As casas frágeis, sem teto seguro,  

Guardam segredos de um viver obscuro.  


Porcos famintos buscam cheiro no ar,  

Cães vadios multiplicam o lugar.  

Infantes erram nas ruas sem guia,  

A infância perde-se em penúria fria.  


Enquanto os nobres, nos muros fechados,  

Vivem distantes, em palácios dourados.  

Só no sufrágio se encontram, afinal,  

Mas o castigo é do tutor infiel.