Translate

Friday, May 22, 2026

O NOME DO PORVIR

Oh tempo, que em sombras se encobre,  

Eis que o porvir se anuncia em véus cerrados;  

O coração, trêmulo, recusa o alento,  

E a razão, contida, cala seus ardores.  


Renova-se o mundo em ciclos milenares,  

Mas perpetua-se o medo em tronos invisíveis;  

Mãos ocultas, de poder inaudito,  

Sufocam falas, extinguem rumores.  


Ninguém ousa, ninguém comenta,  

Que venha o futuro em passos de ferro;  

E o espírito, em luto, aguarda silente,  

O jugo da aurora que tarda em surgir.  


Oh destino, severo e inexorável,  

Que em tua marcha não conheces clemência;  

O homem, frágil, curva-se em silêncio,  

E o devir, sombrio, governa em temor.