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Já temos
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Fruto honrado da estação;
Se quiser, há mais opção,
Para fartar a refeição.
Há jindungo e há mamão,
Maracujá, lima e limão;
Tudo brota deste chão,
Generoso em produção.
Pequenino, mas não em vão,
Certo fruto enche a mão;
Também cresce o agrião
E o tenro e verde feijão.
Junto à fresca hortelã,
Perfuma a manhã cristã;
E o sabor que daí vem
Faz bem ao corpo também.
A batateira, em expansão,
Já desafia o corrimão;
E a cajá-manga, em profusão,
Enche alegre o carro-de-mão.
Não se acanhe, meu irmão,
Nem duvide da lição;
Campo ou cidade, com atenção,
Compus um verso, esqueci a dor,
Bebi um trago, sonhei amor;
Dormi um pouco, passou o ardor,
Mas despertou comigo o dissabor.
Voltou a vida, severa e nua,
Com sua longa procissão:
O pão ausente sobre a mesa crua,
E as contas sobre o coração.
Filhos por criar, males por vencer,
Patrões que exigem mais que o dever,
Amores fugidos a renascer,
E a eterna luta pelo viver.
Enquanto isso, canta o pavão,
Vestido de glória e vaidade;
Eu vou vestido de necessidade,
Remendando os panos da ilusão.
Mais um trago!
Que importa o troco?
Que importa o estorvo?
Se a vida me fez,