Saturday, November 01, 2014
RETRATO DELA
Sem adornos é um vazio
Vaso sem flores e pousio
Carecendo de implante e regadio
Atavios que despertam o elogio
Diferente é a mukubal
Urbana ou rural
Mulher sempre natural
Um vaso escultural!
Wednesday, October 01, 2014
DISCURSO NOCTURNO
Sou louca
Sou perdição
Dou corpo
Dou atenção
Sozinha sinto desejos
Acompanhada sofro de tédios
Sou gelo
Sou foguetão
Paga-me sexo
Mas não me cobres coração!
Em noite fria viro cobertor
Em dia tropical sou refrigerador
Partilho beijos
Mas é dinheiro que desejo!
Sou perdição
Dou corpo
Dou atenção
Sozinha sinto desejos
Acompanhada sofro de tédios
Sou gelo
Sou foguetão
Paga-me sexo
Mas não me cobres coração!
Em noite fria viro cobertor
Em dia tropical sou refrigerador
Partilho beijos
Mas é dinheiro que desejo!
Monday, September 01, 2014
CARGA PESADA
Na
imaginação,
Teus
fluidos me invadem o rostoE, como ganancioso cão
Lambuzo-me no teu entreposto
Vácuo,
tormento e torneira de desgosto
Sinto
quando de ti me desencostoSukwama!
Grito
sufocado pelo prazer do fogo
Que
meus cacimbos depressa afugentaE, grito: coma-me logo!
Que é teu o lago que me apascenta
E, junto graxas às nossas engrenagens,
Nesta floresta húmida, com ramagens
Que me fermentam gingingas na barriga
Quando aprisionado na válvula da tua briga!
Friday, August 01, 2014
OKAVANGO
Repousam riquezas em lagos adormecidos
Grutas e caminhos, há muito esquecidos
Hoje desfiladeiros para caminhantes desconhecidos
Catadores de belezas e tesouros em prados estendidos
A sol e nuvens nunca guarnecidos
Não há chuva que os deixe aborrecidos
Lá estão eles: sempre convencidos
Embora de calor estarrecidos
Juntam moedas e nas algibeiras comprimidos
Doenças afugentam com impregnados tecidos
São turistas de longe saídos!
Grutas e caminhos, há muito esquecidos
Hoje desfiladeiros para caminhantes desconhecidos
Catadores de belezas e tesouros em prados estendidos
A sol e nuvens nunca guarnecidos
Não há chuva que os deixe aborrecidos
Lá estão eles: sempre convencidos
Embora de calor estarrecidos
Juntam moedas e nas algibeiras comprimidos
Doenças afugentam com impregnados tecidos
São turistas de longe saídos!
Wednesday, July 30, 2014
NO MEU IMAGINÁRIO
Ei-la sorridente
Vestida de preto, cinza e branco
Brilha ao sol de Julho minguante
Na cabeça, trança esperança
Filho kasula às costas
A filha puxa pela mão
A caminho do sol
Seu rumo é sul
É norte, é leste
É oeste, são ilhas também
Trilham quilómetros
Partilham conhecimentos
Mostra caminhos e alimentam sonhos
Quem é ela?
- Mulher africana!
In: Amor sem Pudor
Vestida de preto, cinza e branco
Brilha ao sol de Julho minguante
Na cabeça, trança esperança
Filho kasula às costas
A filha puxa pela mão
A caminho do sol
Seu rumo é sul
É norte, é leste
É oeste, são ilhas também
Trilham quilómetros
Partilham conhecimentos
Mostra caminhos e alimentam sonhos
Quem é ela?
- Mulher africana!
In: Amor sem Pudor
Tuesday, July 01, 2014
IDADE DE CONDOR
IDADE (DE) CONDOR
Todos dias uma febrezinha
Impedindo degustar saborosas febrinhas
Aqui e acolá uma dorzinha
Ao acordar e adormecer outra queixinha
Lá vai o Condor
Levando com dor
Essa vida já sem vigor.
Todos dias uma febrezinha
Impedindo degustar saborosas febrinhas
Aqui e acolá uma dorzinha
Ao acordar e adormecer outra queixinha
Lá vai o Condor
Levando com dor
Essa vida já sem vigor.
Sunday, June 01, 2014
GOLFO VELHO
GOLFO VELHO
Micro clima
Escarpado baixo a cima
Esquia, fria, berço de toqueias...
Santopeias também nascem como trepadeiras
Golfo Velho
Frio crescente
Na peleja até me ajoelho
Com esta minha lenha minguante
Micro clima
Escarpado baixo a cima
Esquia, fria, berço de toqueias...
Santopeias também nascem como trepadeiras
Golfo Velho
Frio crescente
Na peleja até me ajoelho
Com esta minha lenha minguante
Golfo
velho
Em noites devassas, escassas
No ar fumaças, esperanças idosas
Macho reformado, cansado, arrependido
Na quilometragem do golfo envelhecido...
Em noites devassas, escassas
No ar fumaças, esperanças idosas
Macho reformado, cansado, arrependido
Na quilometragem do golfo envelhecido...
In: Amor sem Pudor
Sunday, May 25, 2014
RENDIÇÃO
Moeram-se os dentes
De tanto moer
Perderam-se as forças
De tanto mover
Tua cintura
Não mais farfalho
Em tua quentura
Não mais mergulho...
Enterrei meu machado, meu orgulho
Apenas como-te com os olhos!
In: Amor sem Pudor
Thursday, May 01, 2014
ÁGUA NA BOCA
Deitado na minha kibaka
Tu apenas nos meus sonhosDesfilando longa e bela
(nos meus braços)
E percorro tuas distâncias
(milímetro a milímetro)
Meu queixo apalpando buzinas peitorais
Com a direita alavanco tuas velocidades
Entre pernas, é minha língua quem conduz!
In: Amor sem Pudor
Tuesday, April 01, 2014
SALAFRÁRIO
Estás hoje prostrado no meu travesseiro
Fingindo amor verdadeiro
Descobri que tudo que dizes é brejeiro
Cansei-me, interesseiro
Anda-te daí
Já não mora aqui
A mulher que chorou por ti
Desisti!
Saturday, March 08, 2014
SORRISO A ANGOLANA
Nesta cama que me acolhe
No consagrado teu dia
Percorre-me a memória
Os sorrisos mais luminosos que me brindaste
Mesmo multi-atarefada
Mesmo preocupada
Entre emprego e família dividida
TEU SORRISO SEMPRE PRESENTE
De dor gemendo, aflita,
Sonolenta,
De noite mal dormida
Do mona adoentado
Moída pelo trabalho
Pelas lidas caseiras
Cuidando marido ressacado
Ou desviando patrão mal-intencionado
TEU SORRISO SEMPRE PRESENTE!
No consagrado teu dia
Percorre-me a memória
Os sorrisos mais luminosos que me brindaste
Mesmo multi-atarefada
Mesmo preocupada
Entre emprego e família dividida
TEU SORRISO SEMPRE PRESENTE
De dor gemendo, aflita,
Sonolenta,
De noite mal dormida
Do mona adoentado
Moída pelo trabalho
Pelas lidas caseiras
Cuidando marido ressacado
Ou desviando patrão mal-intencionado
TEU SORRISO SEMPRE PRESENTE!
Tuesday, February 11, 2014
VOCÊ JÁ PODE COMPRAR "10ENCANTOS" NA INTERNET
Siga o caminho: http://www.bubok.pt/livros/6897/10encantos
Autor: Soberano Canhanga
Estado: Público
Nº de páginas: 124
Tamanho: 150x210
Miolo: Preto e branco
Encadernação: Colado
Acabamento da capa: Brillo
ISBN Acabamento em capa mole com badanas: 978-989-20-3856-8
Livros vendidos: 51
| Formato | Preço | |
| Acabamento em capa mole com badanas | 9,90€ R$23,80 9.90 |
A vida é feita de pequenos grandes
nadas...
Encantos e desencantos, amores e desamores, da guerra e da paz.
E, paradoxalmente, quanto maior o drama da guerra, mais valor damos à paz!
Classificado como: Poesia › Intimista
Palavras-chave:: Desencantos, Encantos, Esperança, Desilusão, Dor, Amor, Paz, Guerra, Angola
Encantos e desencantos, amores e desamores, da guerra e da paz.
E, paradoxalmente, quanto maior o drama da guerra, mais valor damos à paz!
Palavras-chave:: Desencantos, Encantos, Esperança, Desilusão, Dor, Amor, Paz, Guerra, Angola
Saturday, February 01, 2014
CRUZES DE FEVEREIRO
As
cruzes estarão cheias
Repletas
de gente que não acredita
Nem
embarca nas tácticas dos que querem vender
Cada
vez mais à custa dos que acreditam em fadas
O
mercantilismo está a virar as cabeças das pessoas
E a
inventar modas que se tornam mundiais
Há,
entretanto, os ateus,
Os
incrédulos,
Os,
que mesmo com a pressão mundial, preferem desligar-se
E
emigrar, em datas como esta, para outros planetas
Ainda
não infestados pela febre do consumismo
O
14 de Fevereiro é mais um resultado do mercantilismo
É
apenas vender...
Que
chovam dilúvios de críticas
Que
se quebrem os telhados
Que
se esvoace a folhagem arbórea.
Que
se apartem todos de mim, neste dia,
Eu não embarco
Eu não acredito!
Wednesday, January 01, 2014
GAIVOTA DE CHINGUAR
Preciso de voar
Como a gaivota do Chinguar
Que ginga e ginga no ar
Recordando intermináveis noites de luar
Comendo, bebendo sem muito gastar
Com direito a caviar
Para que não me aprisiones
Nestes teus gestos impressionantes
Tomando todo meu tempo
Ligando de tempo em tempo!
In: Amor sem Pudor
Como a gaivota do Chinguar
Que ginga e ginga no ar
Recordando intermináveis noites de luar
Preciso de
repousar
Depois de teus caminhos conquistarComendo, bebendo sem muito gastar
Com direito a caviar
Peço que te
aproximes,
Sem que cedo
te apaixonesPara que não me aprisiones
Nestes teus gestos impressionantes
Peço que me ames apenas
Que não me partas as pernasTomando todo meu tempo
Ligando de tempo em tempo!
Sunday, December 01, 2013
SANTA LUZIA
Dia-a-dia,
cobiçada baia
Embora
vivendo de amor em dia
É
terra com relva sempre vazia
Vargem
que morre com a maresia
Santa
Luzia, Grande baia
Em
ti procurei alegria
Sempre
que ao mar me fazia
Homens
distantes, Luzia acolhia
De
mim, entretanto, apenas se ria
Ó
Santo Cabo, por que demoras penetrar esta baia?
In: Amor sem Pudor
Friday, November 01, 2013
CALDO DE AMOR
Andamos anos
Um compondo versos Outro fazendo pedaços
Ela um poço de sede
Eu um rio sem mar
Um dia, nossos corpos involuntariamente se tocaram
Chamas há muito ocultas acenderam
Eu procurando mar para desaguar
Ela procurando água para sede saciar
Rolou o tempo
Sua sede transformada em fogoMinh’água transformada em lago
Eu, um leão faminto
Ela, vitelo perdido
Como chave na fechadura, tomarmos um caldo!
In: Amor sem Pudor (no prelo)
Tuesday, October 01, 2013
TREPADA DE GALO
Rochedos salientes na savana delgada
Corre o cabrito, corre a vaca malhada
Correm homens, corre o gado
Rio abaixo no solo escavado
Gotejos em tempo próprio
Corre água, corre leite com brio
Entre rochedos, no meio a cascata
Zurra a burra, descansa a vitela sensata
Sobe, desce pêndulo guiado a martelo
Corpo presente, na memória ausente o pesadelo
Na relva relincha o cavalo
No arbusto trepa o galo!
In: Amor sem Pudor
No arbusto trepa o galo!
Wednesday, September 18, 2013
A TRIPLA DIMENSÃO DO(s) 10ENCANTOS DE SOBERANO CANHANGA
NOTA PRÉVIA DO AUTOR
O meu Sonho começado nos anos 90 e retomado com mais vigor com a abertura desta página vê-se realizado com a publicação do livro que traz o mesmo título deste Blog. Vamos caminhar, buscando agora atingir a forma e perfeição inatingidos no primeiro poemário. Siga-nos atento como o faz Nguimba Ngola.
Por:
Nguimba Ngola
Setembro
é o mês em que nasceu Agostinho Neto e, no dia 17, o nosso poeta transita. O povo
lembra-se dele nas várias dimensões da sua vida, como poeta e político. Na Cidade Diamante, a cidade da Pedra
Brilhante, Neto também foi lembrado. Várias foram as actividades.
Na
manhã do dia 16, o anfiteatro da Escola Média Politécnica, transbordou
literalmente de alunos. Sim. Plateia jovem ouve atentamente a governadora,
Cândida Narciso, palestrando sobre Agostinho Neto. Em seguida, vem a
apresentação do terceiro (O Sonho de Kaúia, Manongo-Nongo, 10encantos) livro do
escritor Soberano Canhanga, jovem de Libolo, onde nasceu há 37 anos.
A mim, coube
a missão, desnecessária (?), de apresentar o livro que, depois de alguma
relutância, aceitei porquanto tinha sido indicada outra apresentadora que por
motivos alheios não se fez presente.
Soberano
é um dedicado “bloguista”. Tomei inicial contacto com seu texto poético no seu
blog “10encantos” que é o título do mais recente livro publicado. Já na sua
forma gráfica, cuja apresentação não deixa a desejar, peguei o “filhinho” do
Soberano entre mãos, acariciei-o, senti-lhe o cheiro agradável, passeei
brevemente nos textos, para constatar o modo de arrumação. Enquanto isso, a voz
no microfone anunciava o nome Nguimba Ngola para tomar o lugar. Um friozinho
toma conta de mim, é grande a responsabilidade, câmaras, olhares atentos
expectantes da apresentação, “é o tio dos livros do tchilar…” ainda ouvi da
plateia. Som e palavra é igual a poder. Ganhei o poder e comecei. Tirei partido
da apresentação para o aconselhamento dos jovens sobe a importância da leitura.
No final, as palmas. Ah, que alívio! Acabou, não é nada fácil falar ao público.
Já no aconchego dos lençóis, eis que meu anfitrião comunica que lhe foi pedido o
texto da apresentação. Não o tinha. Apenas as notas rabiscadas em papel qual
esboço orientador do pensamento. Um pequeno lap top foi-me entregue. Agora
escreva o texto, disse-me Soberano Canhanga.
10encantos do
Soberano
Analiso a poesia desencantada do
Soberano em três dimensões: Dimensão textual, dimensão social e dimensão
espiritual.
Os textos do Soberano se nos
apresentam com uma estrutura externa não tradicional, não encontraremos formas
fixas como o soneto. Sim. Os textos são desprovidos de métrica, impera porém o
verso livre que deixa margens para maior criatividade e liberdade ao poeta.
Ainda assim, elementos poéticos
básicos podem ser observados como a rima “Revejo/ num quarto agora vazio/ esse
teu corpo tão esguio// Recrio/ emoções e amores loucos…/ voltam à vida aos
poucos// Reencontro/ espalhados pelo chão/ roupas, beijos e paixão!” (in Sem
medo, pg 85). O ritmo também confere beleza nos vários textos 10encantados. É
sentir, por exemplo, “À fala com os meus botões” onde “tarda o sono/ nos sonhos
a traição…” (pg 103), ou ainda “tórrida e sofrida/ minha pátria/ dorida…” (pg
53).
A linguagem poética, em muitos
textos, torna-se expressiva pelo recurso de figuras e tropos e é assim que
encontraremos “pretinha cor de nuvens”, “espertinha na quilometragem da idade”,
“o sol já brinca no quintal”, “fustigai-vos ó ventos/ maltratai-vos ó águas/
façam-se remoinhos”, “no além da curva sanitária/ morre o sémen preguiçoso”.
A dimensão social dos poemas do Soberano Canhanga, reveste-se de textos, alguns dramáticos, porém apontado esperanças, “e sonhos de liberdade”. Sinto isso no poema “Êxodo” (pg 29). Quem não constata hoje, o drama nas vidas de muitos que “ontem/ na sanzala/ gente farta gritando/ canções alegres, intrépidas!”? E “Hoje/ na cidade/ gente magra/ esfarrapada/ entoa baladas tristes”… Profunda para todos, pois o contrário seria como diz o sujeito lírico do Soberano Canhanga apenas “paz podre” (pg 61), “paz sem perdão/ é tentar esquecer/ sem dar o braço a torcer/ não é paz, é podridão”. Eis então que no que depender de todos nós, devemos buscar sempre a paz.
A dimensão social dos poemas do Soberano Canhanga, reveste-se de textos, alguns dramáticos, porém apontado esperanças, “e sonhos de liberdade”. Sinto isso no poema “Êxodo” (pg 29). Quem não constata hoje, o drama nas vidas de muitos que “ontem/ na sanzala/ gente farta gritando/ canções alegres, intrépidas!”? E “Hoje/ na cidade/ gente magra/ esfarrapada/ entoa baladas tristes”… Profunda para todos, pois o contrário seria como diz o sujeito lírico do Soberano Canhanga apenas “paz podre” (pg 61), “paz sem perdão/ é tentar esquecer/ sem dar o braço a torcer/ não é paz, é podridão”. Eis então que no que depender de todos nós, devemos buscar sempre a paz.
Sensível, o poeta, ante o drama da
transição (morte), pede a que se chore a “mãe-grande”, mãe de seu “grande kota
José Caetano”, “com prosa e poesia…// com pintura e escultura/ choremo-la com
realidades e ficções/ choremo-la com ARTE!” (pg 33). São os 10encantos do poeta,
desabafos e choros, “o mundo enfrentar/ sofrer (?)”.
O fenómeno prostituição também é
motivo lírico pois pululam ao vento “kitata kuribeka”, que deixam suas tetas
moribundas serem sugadas “no leito da morte”. Hoje é intensa a correria ao
“álcool barrigudo” e, despudoradamente, vão “xaxatando nádegas flácidas” “mbunda
ya kitadi”, “mbolo ya kizwa/ kufwa kidi!” (in Na cama de hotel, pg 18).
O falante lírico vive intensamente
suas paixões, descrevendo-as com nostalgia, rememorando sonhos e traições, e
muitas vezes encantando-se com a beleza da(s) sua(s) amada(s).
Na dimensão espiritual, vejo o
poeta convocar-nos para o cultivo. “Vinde e cultivai/ que é próprio o memento!”
É o momento de amar verdadeiramente pois “ o nosso amor é a importância que nos
atribuímos”. Todos aqueles que se furtarem ao verdadeiro amor devem perceber
“que é chegada a ceifa” , “é chegado o julgamento/ do Cefeiro que chega à hora”,
eis a infalível reintegração cósmica. O eu lírico confronta-se com a realidade
mística “há vezes/ em que não sou eu quem age/ mas o oculto” (pg 44). Sim. É a
inteligência universal comunicando.
Saurimo,
16.09.2013.
Sunday, September 01, 2013
FAIXA DE GAJA
Entre montanhas e a saia
Apenas savana e secura
Um túnel já sem distância
Ajuda quem por lá relaxa
Mais abaixo, a terra da promessa
Onde morre quem paus arremessa
Na vasta savana de relva escassa
Um bebedouro sedes aguça
Faixa da gaja
Entre montes gémeos e terra prometida
Caminho abaixo, a cova do umbigo
É entre saia e blusa!
In: "Amor sem Pudor"
Monday, August 05, 2013
AMOR A ZIGUE-ZAGUE
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