Monday, June 01, 2015
BRISA
Esse teu
peito, Isa
Convida
p´ro desenho
Minha
vertical caneta
Que
percorre teus desejos sequiosos
Aguardando
por tinta
Expelida
pela minha caneta
Nesse teu peito,
Isa,
Para rabiscos na tua
camisa
Até gritarias...
Até à chegada da
brisa!
Monday, May 25, 2015
QUINTA CANÇÃO (A MAIO)
Que trazes pra mim, ó Maio?
Não te chega este meu 41º Maio?
E 8º do homónimo filho mais teu que meu?
Terei sossego na lavoura e na choupana?
Se vai amainar a tempestade que arrasa minha cidade?
Param a chuva torrencial, trovoadas e raios?
Raios que o partam!
E, olho pra ti, ó Maio da minha progenitura
Num momento em que mais me vêm interrogações à mente
Espero recitar, pacientemente
Quando de mim te fartares
- E tudo Maio deixou!
Ou tudo tu levarás?
Não te chega este meu 41º Maio?
E 8º do homónimo filho mais teu que meu?
Terei sossego na lavoura e na choupana?
Se vai amainar a tempestade que arrasa minha cidade?
Param a chuva torrencial, trovoadas e raios?
Raios que o partam!
E, olho pra ti, ó Maio da minha progenitura
Num momento em que mais me vêm interrogações à mente
Espero recitar, pacientemente
Quando de mim te fartares
- E tudo Maio deixou!
Ou tudo tu levarás?
Friday, May 01, 2015
SENTINDO-ME ASSIM
Há chuva
Há tempestadeHá raios e trovões
Há dor estranha dentro de mim
Há medo
Há força tambémHá frio e calafrios
Há também esperança dentro de mim
Há angústia obtusa
Há temor mesquinho
Há incertezas…
Há também em mim emergentes desafios.
Wednesday, April 01, 2015
PASSANTE
É como um restaurante
Seu back office não visite
Para que imundície não destape
E sua fome não afugente!
Mulher anunciante
De longe elegante
Que se apregoa gostosa, caliente...
É cozinha de restaurante!
Mulher apelativa a transeunte
Histórias fecundas no reporte
Corre água turva à jusante
Delicie-se, não pergunte!
Como internet é o homem
Moderno, de liso abdómen
Seu telefone não conecte
Para não ver serpente!
Seu back office não visite
Para que imundície não destape
E sua fome não afugente!
Mulher anunciante
De longe elegante
Que se apregoa gostosa, caliente...
É cozinha de restaurante!
Mulher apelativa a transeunte
Histórias fecundas no reporte
Corre água turva à jusante
Delicie-se, não pergunte!
Como internet é o homem
Moderno, de liso abdómen
Seu telefone não conecte
Para não ver serpente!
Sunday, March 01, 2015
A HORA DO GRITO
Cinco Litros
Nasceu distante
No tempo e na geografia
Cinco Litros
P’ro Nordeste desterrado
Num pseudo-contrato, escravatura moderna
luz-e-tana
Cinco Litros
Sonho de liberdade alimentou
E caçadeira para o ataque sonhou
Dia de pagamento,
Cinco Litros,
Mala do salário surripiou
Padre pidesco colono contratou
Mulher domingueira segredo soltou
Cinco litros na cadeia parou
Estropiado,
Pela roda da Bed Ford
Cinco Litros da vida se despediu
Ainda corre fama
Cinco Litros é herói
Na Lunda e na vida de injustiçados!
Obs: Versificação de uma narrativa do nordeste angolano. Faz parte da Antologia de Poesia Contemporânea Entre o Sono e o Sonho Vol. VI, Chiado Editora, Pt, 21.03.2015.
Sunday, February 01, 2015
EMPURRADA
Caminha
Passo apressado pela rua
Desvia
Homem descalço na grua
Enfia-se
No beco agulhado da casa que
sonhou sua
Envia
Olhar aguçado para a lua
Repara
No reflexo espelhado que vai nua
Engole
Licor drogado que depressa actua
Conclui
No telhado da noite a vida
continua…
Thursday, January 01, 2015
DE BAIXO DA PONTE
Homens de longe
Sem moral nem norte
Destilam ureia na areia
Distância rogando boleia
É a ponte que todos rodeia
Mulheres talhadas na vida
Emprego fecundo na via
Desfilam carnudas vadias
Debaixo de ponte vazia
Quem és tu mulher-a-dias?
Jovens temperados na rua
Sem sorte perdida crua
Disputam sobras
Procuram sombras
Buscam sossego roubado
Pela agua infiltrada no telhado
Escapada da ponte ruída
Crianças da escola destruída
Sepultam sonhos
Riscando na ponte desenhos
Em troca, largos desdéns
Mas a vida corre debaixo da ponte!
Sem moral nem norte
Destilam ureia na areia
Distância rogando boleia
É a ponte que todos rodeia
Mulheres talhadas na vida
Emprego fecundo na via
Desfilam carnudas vadias
Debaixo de ponte vazia
Quem és tu mulher-a-dias?
Jovens temperados na rua
Sem sorte perdida crua
Disputam sobras
Procuram sombras
Buscam sossego roubado
Pela agua infiltrada no telhado
Escapada da ponte ruída
Crianças da escola destruída
Sepultam sonhos
Riscando na ponte desenhos
Em troca, largos desdéns
Mas a vida corre debaixo da ponte!
Monday, December 01, 2014
O PÃO QUE O MAR REJEITA
Vem da baixa
Do Cazenga, na caixa
Vem de Viana
Com pseud'homens e levianas
Vem de Centralidades
Na ignorância de todas idades
Vem dos ricos
Despidos de princípios
É saco
É sobra de pincho
É frasco
É garrafa do mata-bicho
Recolhe o lixo
Senão te lixo
Antes que o mar vire bicho!
Do Cazenga, na caixa
Vem de Viana
Com pseud'homens e levianas
Vem de Centralidades
Na ignorância de todas idades
Vem dos ricos
Despidos de princípios
É saco
É sobra de pincho
É frasco
É garrafa do mata-bicho
Recolhe o lixo
Senão te lixo
Antes que o mar vire bicho!
Saturday, November 01, 2014
RETRATO DELA
Sem adornos é um vazio
Vaso sem flores e pousio
Carecendo de implante e regadio
Atavios que despertam o elogio
Diferente é a mukubal
Urbana ou rural
Mulher sempre natural
Um vaso escultural!
Wednesday, October 01, 2014
DISCURSO NOCTURNO
Sou louca
Sou perdição
Dou corpo
Dou atenção
Sozinha sinto desejos
Acompanhada sofro de tédios
Sou gelo
Sou foguetão
Paga-me sexo
Mas não me cobres coração!
Em noite fria viro cobertor
Em dia tropical sou refrigerador
Partilho beijos
Mas é dinheiro que desejo!
Sou perdição
Dou corpo
Dou atenção
Sozinha sinto desejos
Acompanhada sofro de tédios
Sou gelo
Sou foguetão
Paga-me sexo
Mas não me cobres coração!
Em noite fria viro cobertor
Em dia tropical sou refrigerador
Partilho beijos
Mas é dinheiro que desejo!
Monday, September 01, 2014
CARGA PESADA
Na
imaginação,
Teus
fluidos me invadem o rostoE, como ganancioso cão
Lambuzo-me no teu entreposto
Vácuo,
tormento e torneira de desgosto
Sinto
quando de ti me desencostoSukwama!
Grito
sufocado pelo prazer do fogo
Que
meus cacimbos depressa afugentaE, grito: coma-me logo!
Que é teu o lago que me apascenta
E, junto graxas às nossas engrenagens,
Nesta floresta húmida, com ramagens
Que me fermentam gingingas na barriga
Quando aprisionado na válvula da tua briga!
Friday, August 01, 2014
OKAVANGO
Repousam riquezas em lagos adormecidos
Grutas e caminhos, há muito esquecidos
Hoje desfiladeiros para caminhantes desconhecidos
Catadores de belezas e tesouros em prados estendidos
A sol e nuvens nunca guarnecidos
Não há chuva que os deixe aborrecidos
Lá estão eles: sempre convencidos
Embora de calor estarrecidos
Juntam moedas e nas algibeiras comprimidos
Doenças afugentam com impregnados tecidos
São turistas de longe saídos!
Grutas e caminhos, há muito esquecidos
Hoje desfiladeiros para caminhantes desconhecidos
Catadores de belezas e tesouros em prados estendidos
A sol e nuvens nunca guarnecidos
Não há chuva que os deixe aborrecidos
Lá estão eles: sempre convencidos
Embora de calor estarrecidos
Juntam moedas e nas algibeiras comprimidos
Doenças afugentam com impregnados tecidos
São turistas de longe saídos!
Wednesday, July 30, 2014
NO MEU IMAGINÁRIO
Ei-la sorridente
Vestida de preto, cinza e branco
Brilha ao sol de Julho minguante
Na cabeça, trança esperança
Filho kasula às costas
A filha puxa pela mão
A caminho do sol
Seu rumo é sul
É norte, é leste
É oeste, são ilhas também
Trilham quilómetros
Partilham conhecimentos
Mostra caminhos e alimentam sonhos
Quem é ela?
- Mulher africana!
In: Amor sem Pudor
Vestida de preto, cinza e branco
Brilha ao sol de Julho minguante
Na cabeça, trança esperança
Filho kasula às costas
A filha puxa pela mão
A caminho do sol
Seu rumo é sul
É norte, é leste
É oeste, são ilhas também
Trilham quilómetros
Partilham conhecimentos
Mostra caminhos e alimentam sonhos
Quem é ela?
- Mulher africana!
In: Amor sem Pudor
Tuesday, July 01, 2014
IDADE DE CONDOR
IDADE (DE) CONDOR
Todos dias uma febrezinha
Impedindo degustar saborosas febrinhas
Aqui e acolá uma dorzinha
Ao acordar e adormecer outra queixinha
Lá vai o Condor
Levando com dor
Essa vida já sem vigor.
Todos dias uma febrezinha
Impedindo degustar saborosas febrinhas
Aqui e acolá uma dorzinha
Ao acordar e adormecer outra queixinha
Lá vai o Condor
Levando com dor
Essa vida já sem vigor.
Sunday, June 01, 2014
GOLFO VELHO
GOLFO VELHO
Micro clima
Escarpado baixo a cima
Esquia, fria, berço de toqueias...
Santopeias também nascem como trepadeiras
Golfo Velho
Frio crescente
Na peleja até me ajoelho
Com esta minha lenha minguante
Micro clima
Escarpado baixo a cima
Esquia, fria, berço de toqueias...
Santopeias também nascem como trepadeiras
Golfo Velho
Frio crescente
Na peleja até me ajoelho
Com esta minha lenha minguante
Golfo
velho
Em noites devassas, escassas
No ar fumaças, esperanças idosas
Macho reformado, cansado, arrependido
Na quilometragem do golfo envelhecido...
Em noites devassas, escassas
No ar fumaças, esperanças idosas
Macho reformado, cansado, arrependido
Na quilometragem do golfo envelhecido...
In: Amor sem Pudor
Sunday, May 25, 2014
RENDIÇÃO
Moeram-se os dentes
De tanto moer
Perderam-se as forças
De tanto mover
Tua cintura
Não mais farfalho
Em tua quentura
Não mais mergulho...
Enterrei meu machado, meu orgulho
Apenas como-te com os olhos!
In: Amor sem Pudor
Thursday, May 01, 2014
ÁGUA NA BOCA
Deitado na minha kibaka
Tu apenas nos meus sonhosDesfilando longa e bela
(nos meus braços)
E percorro tuas distâncias
(milímetro a milímetro)
Meu queixo apalpando buzinas peitorais
Com a direita alavanco tuas velocidades
Entre pernas, é minha língua quem conduz!
In: Amor sem Pudor
Tuesday, April 01, 2014
SALAFRÁRIO
Estás hoje prostrado no meu travesseiro
Fingindo amor verdadeiro
Descobri que tudo que dizes é brejeiro
Cansei-me, interesseiro
Anda-te daí
Já não mora aqui
A mulher que chorou por ti
Desisti!
Saturday, March 08, 2014
SORRISO A ANGOLANA
Nesta cama que me acolhe
No consagrado teu dia
Percorre-me a memória
Os sorrisos mais luminosos que me brindaste
Mesmo multi-atarefada
Mesmo preocupada
Entre emprego e família dividida
TEU SORRISO SEMPRE PRESENTE
De dor gemendo, aflita,
Sonolenta,
De noite mal dormida
Do mona adoentado
Moída pelo trabalho
Pelas lidas caseiras
Cuidando marido ressacado
Ou desviando patrão mal-intencionado
TEU SORRISO SEMPRE PRESENTE!
No consagrado teu dia
Percorre-me a memória
Os sorrisos mais luminosos que me brindaste
Mesmo multi-atarefada
Mesmo preocupada
Entre emprego e família dividida
TEU SORRISO SEMPRE PRESENTE
De dor gemendo, aflita,
Sonolenta,
De noite mal dormida
Do mona adoentado
Moída pelo trabalho
Pelas lidas caseiras
Cuidando marido ressacado
Ou desviando patrão mal-intencionado
TEU SORRISO SEMPRE PRESENTE!
Tuesday, February 11, 2014
VOCÊ JÁ PODE COMPRAR "10ENCANTOS" NA INTERNET
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A vida é feita de pequenos grandes
nadas...
Encantos e desencantos, amores e desamores, da guerra e da paz.
E, paradoxalmente, quanto maior o drama da guerra, mais valor damos à paz!
Classificado como: Poesia › Intimista
Palavras-chave:: Desencantos, Encantos, Esperança, Desilusão, Dor, Amor, Paz, Guerra, Angola
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Saturday, February 01, 2014
CRUZES DE FEVEREIRO
As
cruzes estarão cheias
Repletas
de gente que não acredita
Nem
embarca nas tácticas dos que querem vender
Cada
vez mais à custa dos que acreditam em fadas
O
mercantilismo está a virar as cabeças das pessoas
E a
inventar modas que se tornam mundiais
Há,
entretanto, os ateus,
Os
incrédulos,
Os,
que mesmo com a pressão mundial, preferem desligar-se
E
emigrar, em datas como esta, para outros planetas
Ainda
não infestados pela febre do consumismo
O
14 de Fevereiro é mais um resultado do mercantilismo
É
apenas vender...
Que
chovam dilúvios de críticas
Que
se quebrem os telhados
Que
se esvoace a folhagem arbórea.
Que
se apartem todos de mim, neste dia,
Eu não embarco
Eu não acredito!
Wednesday, January 01, 2014
GAIVOTA DE CHINGUAR
Preciso de voar
Como a gaivota do Chinguar
Que ginga e ginga no ar
Recordando intermináveis noites de luar
Comendo, bebendo sem muito gastar
Com direito a caviar
Para que não me aprisiones
Nestes teus gestos impressionantes
Tomando todo meu tempo
Ligando de tempo em tempo!
In: Amor sem Pudor
Como a gaivota do Chinguar
Que ginga e ginga no ar
Recordando intermináveis noites de luar
Preciso de
repousar
Depois de teus caminhos conquistarComendo, bebendo sem muito gastar
Com direito a caviar
Peço que te
aproximes,
Sem que cedo
te apaixonesPara que não me aprisiones
Nestes teus gestos impressionantes
Peço que me ames apenas
Que não me partas as pernasTomando todo meu tempo
Ligando de tempo em tempo!
Sunday, December 01, 2013
SANTA LUZIA
Dia-a-dia,
cobiçada baia
Embora
vivendo de amor em dia
É
terra com relva sempre vazia
Vargem
que morre com a maresia
Santa
Luzia, Grande baia
Em
ti procurei alegria
Sempre
que ao mar me fazia
Homens
distantes, Luzia acolhia
De
mim, entretanto, apenas se ria
Ó
Santo Cabo, por que demoras penetrar esta baia?
In: Amor sem Pudor
Friday, November 01, 2013
CALDO DE AMOR
Andamos anos
Um compondo versos Outro fazendo pedaços
Ela um poço de sede
Eu um rio sem mar
Um dia, nossos corpos involuntariamente se tocaram
Chamas há muito ocultas acenderam
Eu procurando mar para desaguar
Ela procurando água para sede saciar
Rolou o tempo
Sua sede transformada em fogoMinh’água transformada em lago
Eu, um leão faminto
Ela, vitelo perdido
Como chave na fechadura, tomarmos um caldo!
In: Amor sem Pudor (no prelo)
Tuesday, October 01, 2013
TREPADA DE GALO
Rochedos salientes na savana delgada
Corre o cabrito, corre a vaca malhada
Correm homens, corre o gado
Rio abaixo no solo escavado
Gotejos em tempo próprio
Corre água, corre leite com brio
Entre rochedos, no meio a cascata
Zurra a burra, descansa a vitela sensata
Sobe, desce pêndulo guiado a martelo
Corpo presente, na memória ausente o pesadelo
Na relva relincha o cavalo
No arbusto trepa o galo!
In: Amor sem Pudor
No arbusto trepa o galo!
Wednesday, September 18, 2013
A TRIPLA DIMENSÃO DO(s) 10ENCANTOS DE SOBERANO CANHANGA
NOTA PRÉVIA DO AUTOR
O meu Sonho começado nos anos 90 e retomado com mais vigor com a abertura desta página vê-se realizado com a publicação do livro que traz o mesmo título deste Blog. Vamos caminhar, buscando agora atingir a forma e perfeição inatingidos no primeiro poemário. Siga-nos atento como o faz Nguimba Ngola.
Por:
Nguimba Ngola
Setembro
é o mês em que nasceu Agostinho Neto e, no dia 17, o nosso poeta transita. O povo
lembra-se dele nas várias dimensões da sua vida, como poeta e político. Na Cidade Diamante, a cidade da Pedra
Brilhante, Neto também foi lembrado. Várias foram as actividades.
Na
manhã do dia 16, o anfiteatro da Escola Média Politécnica, transbordou
literalmente de alunos. Sim. Plateia jovem ouve atentamente a governadora,
Cândida Narciso, palestrando sobre Agostinho Neto. Em seguida, vem a
apresentação do terceiro (O Sonho de Kaúia, Manongo-Nongo, 10encantos) livro do
escritor Soberano Canhanga, jovem de Libolo, onde nasceu há 37 anos.
A mim, coube
a missão, desnecessária (?), de apresentar o livro que, depois de alguma
relutância, aceitei porquanto tinha sido indicada outra apresentadora que por
motivos alheios não se fez presente.
Soberano
é um dedicado “bloguista”. Tomei inicial contacto com seu texto poético no seu
blog “10encantos” que é o título do mais recente livro publicado. Já na sua
forma gráfica, cuja apresentação não deixa a desejar, peguei o “filhinho” do
Soberano entre mãos, acariciei-o, senti-lhe o cheiro agradável, passeei
brevemente nos textos, para constatar o modo de arrumação. Enquanto isso, a voz
no microfone anunciava o nome Nguimba Ngola para tomar o lugar. Um friozinho
toma conta de mim, é grande a responsabilidade, câmaras, olhares atentos
expectantes da apresentação, “é o tio dos livros do tchilar…” ainda ouvi da
plateia. Som e palavra é igual a poder. Ganhei o poder e comecei. Tirei partido
da apresentação para o aconselhamento dos jovens sobe a importância da leitura.
No final, as palmas. Ah, que alívio! Acabou, não é nada fácil falar ao público.
Já no aconchego dos lençóis, eis que meu anfitrião comunica que lhe foi pedido o
texto da apresentação. Não o tinha. Apenas as notas rabiscadas em papel qual
esboço orientador do pensamento. Um pequeno lap top foi-me entregue. Agora
escreva o texto, disse-me Soberano Canhanga.
10encantos do
Soberano
Analiso a poesia desencantada do
Soberano em três dimensões: Dimensão textual, dimensão social e dimensão
espiritual.
Os textos do Soberano se nos
apresentam com uma estrutura externa não tradicional, não encontraremos formas
fixas como o soneto. Sim. Os textos são desprovidos de métrica, impera porém o
verso livre que deixa margens para maior criatividade e liberdade ao poeta.
Ainda assim, elementos poéticos
básicos podem ser observados como a rima “Revejo/ num quarto agora vazio/ esse
teu corpo tão esguio// Recrio/ emoções e amores loucos…/ voltam à vida aos
poucos// Reencontro/ espalhados pelo chão/ roupas, beijos e paixão!” (in Sem
medo, pg 85). O ritmo também confere beleza nos vários textos 10encantados. É
sentir, por exemplo, “À fala com os meus botões” onde “tarda o sono/ nos sonhos
a traição…” (pg 103), ou ainda “tórrida e sofrida/ minha pátria/ dorida…” (pg
53).
A linguagem poética, em muitos
textos, torna-se expressiva pelo recurso de figuras e tropos e é assim que
encontraremos “pretinha cor de nuvens”, “espertinha na quilometragem da idade”,
“o sol já brinca no quintal”, “fustigai-vos ó ventos/ maltratai-vos ó águas/
façam-se remoinhos”, “no além da curva sanitária/ morre o sémen preguiçoso”.
A dimensão social dos poemas do Soberano Canhanga, reveste-se de textos, alguns dramáticos, porém apontado esperanças, “e sonhos de liberdade”. Sinto isso no poema “Êxodo” (pg 29). Quem não constata hoje, o drama nas vidas de muitos que “ontem/ na sanzala/ gente farta gritando/ canções alegres, intrépidas!”? E “Hoje/ na cidade/ gente magra/ esfarrapada/ entoa baladas tristes”… Profunda para todos, pois o contrário seria como diz o sujeito lírico do Soberano Canhanga apenas “paz podre” (pg 61), “paz sem perdão/ é tentar esquecer/ sem dar o braço a torcer/ não é paz, é podridão”. Eis então que no que depender de todos nós, devemos buscar sempre a paz.
A dimensão social dos poemas do Soberano Canhanga, reveste-se de textos, alguns dramáticos, porém apontado esperanças, “e sonhos de liberdade”. Sinto isso no poema “Êxodo” (pg 29). Quem não constata hoje, o drama nas vidas de muitos que “ontem/ na sanzala/ gente farta gritando/ canções alegres, intrépidas!”? E “Hoje/ na cidade/ gente magra/ esfarrapada/ entoa baladas tristes”… Profunda para todos, pois o contrário seria como diz o sujeito lírico do Soberano Canhanga apenas “paz podre” (pg 61), “paz sem perdão/ é tentar esquecer/ sem dar o braço a torcer/ não é paz, é podridão”. Eis então que no que depender de todos nós, devemos buscar sempre a paz.
Sensível, o poeta, ante o drama da
transição (morte), pede a que se chore a “mãe-grande”, mãe de seu “grande kota
José Caetano”, “com prosa e poesia…// com pintura e escultura/ choremo-la com
realidades e ficções/ choremo-la com ARTE!” (pg 33). São os 10encantos do poeta,
desabafos e choros, “o mundo enfrentar/ sofrer (?)”.
O fenómeno prostituição também é
motivo lírico pois pululam ao vento “kitata kuribeka”, que deixam suas tetas
moribundas serem sugadas “no leito da morte”. Hoje é intensa a correria ao
“álcool barrigudo” e, despudoradamente, vão “xaxatando nádegas flácidas” “mbunda
ya kitadi”, “mbolo ya kizwa/ kufwa kidi!” (in Na cama de hotel, pg 18).
O falante lírico vive intensamente
suas paixões, descrevendo-as com nostalgia, rememorando sonhos e traições, e
muitas vezes encantando-se com a beleza da(s) sua(s) amada(s).
Na dimensão espiritual, vejo o
poeta convocar-nos para o cultivo. “Vinde e cultivai/ que é próprio o memento!”
É o momento de amar verdadeiramente pois “ o nosso amor é a importância que nos
atribuímos”. Todos aqueles que se furtarem ao verdadeiro amor devem perceber
“que é chegada a ceifa” , “é chegado o julgamento/ do Cefeiro que chega à hora”,
eis a infalível reintegração cósmica. O eu lírico confronta-se com a realidade
mística “há vezes/ em que não sou eu quem age/ mas o oculto” (pg 44). Sim. É a
inteligência universal comunicando.
Saurimo,
16.09.2013.
Sunday, September 01, 2013
FAIXA DE GAJA
Entre montanhas e a saia
Apenas savana e secura
Um túnel já sem distância
Ajuda quem por lá relaxa
Mais abaixo, a terra da promessa
Onde morre quem paus arremessa
Na vasta savana de relva escassa
Um bebedouro sedes aguça
Faixa da gaja
Entre montes gémeos e terra prometida
Caminho abaixo, a cova do umbigo
É entre saia e blusa!
In: "Amor sem Pudor"
Monday, August 05, 2013
AMOR A ZIGUE-ZAGUE
Thursday, July 04, 2013
FUKA YAMI (TERRA-MÃE)
Libolo
Inicialmente simples povoações
Básicas, sem estrelas, nem erudição,
Ordem e trabalho fizeram dela
Luzenta e admirada circunscrição
Orgulho desta Nação!
Monday, June 10, 2013
EU TENHO UM SONHO

> Que Saurimo será um centro de intelectualidade
> Que será uma candeia que irradiará sua luz a toda Angola
> Eu tenho um sonho
> Que as crianças que hoje assistem, sem opção, novelas brasileiras e
> mexicanas
> Distribuídas sem controlo, nem medição
> Venham a ser as mais cultas desta urbe
> Irradiando conhecimento à província e ao país
> Eu tenho um sonho
> Que desta pequena experiencia,
> O Núcleo de Amigos da Leitura e Literatura
> Nasça a árvore que alimentará a província e o país de luz e sabedoria.
> Eu tenho um sonho
> Que nunca mais a ignorância fará parte de nossas vivências
> Que a ciência e a razão serão nossas armas
> E nunca mais a razão da força e do ocultismo.
> Eu tenho um sonho...
> (Inspirado no "I have a dream" de M. Luther King Jr.)
Saturday, June 01, 2013
É HORA
Tocou a sineta
É o pássaro que está no cimo
Quem faz deslocar o sino
Cá dentro, outros sinos tocam em mim
É, desde sempre, minha sina:
Toca o sino no cimo da igreja
Sinos internos em mim pelejam
Wednesday, May 01, 2013
RESILIÊNCIA
Fez vendaval,
Apesar de caule brando,
A árvore não resvalou
Apenas folhas se soltaram e
Ramos levados pelo vento
Permaneceu hirto o tronco
Enraizado no solo másculo
Não foi desta vez!
Apesar de caule brando,
A árvore não resvalou
Apenas folhas se soltaram e
Ramos levados pelo vento
Permaneceu hirto o tronco
Enraizado no solo másculo
Não foi desta vez!
Monday, April 01, 2013
BRIGADISTA
Mal o sol raiou
Manhã cedo intruso chegou
Sua má nova anunciou
Vulcão já em erupção mostrar seu clarão
Quem ao acusado julga com perfeição?
Quem ao condenado mais estende a mão?
Discursos directos, sem veleidades
Homem condenado depressa em liberdade
Dos intriguistas quem mais quer piedade?
Voam cegonhas
Destapam-se vergonhas
Quebram-se silêncios
Rolam edifícios
Ossos do ofício?
Manhã cedo intruso chegou
Sua má nova anunciou
Vulcão já em erupção mostrar seu clarão
Quem pega o intriguista-cão?
Que desgovernado ladra como vulcão?Quem ao acusado julga com perfeição?
Quem ao condenado mais estende a mão?
Chegou a hora da verdade
Todos despidos de vaidadesDiscursos directos, sem veleidades
Homem condenado depressa em liberdade
Dos intriguistas quem mais quer piedade?
Num campo dragões vomitam razões
Noutro razões idosas disputam acçõesVoam cegonhas
Destapam-se vergonhas
Quebram-se silêncios
Rolam edifícios
Ossos do ofício?
Monday, March 11, 2013
ALMA SANGRENTA
Um tufão de dor varre meu corpo estropiado
Enqanto lavas de sangue atravessam minha alma mutilada
O corpo estropiado sara
Porém, minh' alma mutilada sangra sem cor, sem valor
Queria meu corpo perdoar
Não fosse esse esvair sem fimDa vida a terminar
Como artista sem delfim
Neste sepulcro em que me encontro
Me convidas para de novo sorrir
Como nos dias em que teu calor senti
Mas já cá não mora o alento
Meu corpo de fogo viciado pede
É teu o afago mais quenteMas minh´alma em lavas se despede
É outro o mundo que me percebe?
Morri
Apenas corpo presenteJá cá não mora quem sente
Só alma farrapo
Thursday, February 14, 2013
DEPOIS DO AMOR O AMOR
Cama quente
Briga ausente
Saudade disso quem não sente?
Uns apenas consentem
Intrigas e pelo meio presentes
Para manter calma a corrente
Outros ainda tocam vida prá frente
Ignorando pentes e serpentes
Mantendo Vida alegre
Frestas e ventos ao poeta trazem
Vídeos e escritos que traduzem
Quão bom é ter cama quente!
Friday, February 01, 2013
SOMBRA DE REALEZA
(À Rosa, enfermeira do HMP)
Pasmo
Rodeia almas estropiadas
Encurraladas por vontades seculares
Há uma sombra de realeza que espanta!
No rasgo da noite
Apenas silêncios recticentes
Enchendo corações de amores abstratos
É a tua sombra que encanta!
No além da curva sanitária
Morre o sêmen preguiçoso
Esvaziando o imaginário doentio
Apenas Rosa!
Luanda, 11.08.2000
Tuesday, January 01, 2013
AO HOMEM
Três caminhos apenas:
- Ignorar e esquecer
- Aturar e sofrer
- Partir e recomeçar
Um destes é meu!
25.02.2004
- Ignorar e esquecer
- Aturar e sofrer
- Partir e recomeçar
Um destes é meu!
25.02.2004
Saturday, December 01, 2012
AMAR É
- Caminhar
- desabafar
- chorar (?)
- ceder sem questionar
- sonhar
- dar e receber
- traçar sem tempo para realizar
- o mundo enfrentar...
- sofrer (?)
- para quando cumprir?
O nosso amor é a importância que nos atribuímos!
05.02.2004
- desabafar
- chorar (?)
- ceder sem questionar
- sonhar
- dar e receber
- traçar sem tempo para realizar
- o mundo enfrentar...
- sofrer (?)
- para quando cumprir?
O nosso amor é a importância que nos atribuímos!
05.02.2004
Thursday, November 01, 2012
NA CAMA DE HOTEL
Sugando tetas moribundas duma kitata kuribeka
No leito da morte
Xaxatando nádegas flácidas do álcool barrigudo
Trágic´aventura dum incauto viajante
prostrado no prazer momentâneo
Na cama de hotel
Desfaz vida, assando castanhas em kifufutila mortuário
deixando na brasa sua longinqu´amada
Na cama de hotel, sonha enterrando sonhos
Mbunda ya kitadi
negócio de hoje
mbolo ya kizwa
Kufwa kidi!
É na cama de hotel
Luena, 28.09.2012
Monday, October 01, 2012
DESESPERO
Noite cálida e de esperança
Silêncio e só silêncio reina
Cá dentro dançam lobos
E sobre a banca é a luz
dorminhoca que tilinta
É madrugada
Envergonhadas voam
cegonhas
Enquanto lobos trespassam corações
No horizonte, raios apressados
anunciam mais um dia sem dono
Revezam-se os sóis
Outro dia sem Esperança
Saturday, September 01, 2012
Wednesday, August 01, 2012
DOR INGENTE
Doi saber que sou teu irmão,
mas te desprezei
saber que erraste
Mas no erro insistimos
Doi saber que um dia de costas nos virámos
Que com armas nos matámos
Que escondidos nos traímos e apelos ignorámos
Saber que quase nos vendemos
Agora que acertamos,
Peço
Que me dês a mão
Refaçamos a Nação!
mas te desprezei
saber que erraste
Mas no erro insistimos
Doi saber que um dia de costas nos virámos
Que com armas nos matámos
Que escondidos nos traímos e apelos ignorámos
Saber que quase nos vendemos
Agora que acertamos,
Peço
Que me dês a mão
Refaçamos a Nação!
Monday, July 09, 2012
REGRESSO ANUNCIADO
Eu Parto
Teus olhos banhados de lágrimas
denunciam a dor da ausência
e o vazio que fica
Mas tenho certeza de que volto, mãe!
Minha bagagem cheia de nada
anuncia a tristeza que carrego
nessa ida sem rumo
em busca da vida
Na dureza dessa jornada
descrevo nas cartas que não te envio
o desejo de reconquistar teu colo
quente e cansado de cacimbos centenários
Dizem-me que volto
apenas me escondem se por terra ou pelo mar
Se pelo ar
Ou no caixão
Eu Volto
Teus olhos banhados de lágrimas
denunciam a dor da ausência
e o vazio que fica
Mas tenho certeza de que volto, mãe!
Minha bagagem cheia de nada
anuncia a tristeza que carrego
nessa ida sem rumo
em busca da vida
Na dureza dessa jornada
descrevo nas cartas que não te envio
o desejo de reconquistar teu colo
quente e cansado de cacimbos centenários
Dizem-me que volto
apenas me escondem se por terra ou pelo mar
Se pelo ar
Ou no caixão
Eu Volto
Tuesday, June 12, 2012
Tempo de nakas
É centro do kixibo (cacimbo)
O cieiro apresenta-se como desenhos dum artista sazonal
Mesmo assim o verdadeiro camponês não desarma
Manhã cedo,
À fogueira um tempinho,
Afugenta a preguiça e aguça a catana
Enxada ao ombro e parte
A naka aguarda por quem a desbrave
As sementes aguardam por quem as deita à terra
E lá vai ele
Friorento e Cambaleante
Confiante na colecta que há-de-vir
É tempo de nakas
Assim é entre Junho-Agosto
(no meu Libolo)
O cieiro apresenta-se como desenhos dum artista sazonal
Mesmo assim o verdadeiro camponês não desarma
Manhã cedo,
À fogueira um tempinho,
Afugenta a preguiça e aguça a catana
Enxada ao ombro e parte
A naka aguarda por quem a desbrave
As sementes aguardam por quem as deita à terra
E lá vai ele
Friorento e Cambaleante
Confiante na colecta que há-de-vir
É tempo de nakas
Assim é entre Junho-Agosto
(no meu Libolo)
Thursday, May 24, 2012
CAMPO DE VENTO
Vinde e cultivai
Que é próprio o momento!
Chegais e dizeis
(Des)coisas habituais
Em promessas vossas
irrealizáveis no tempo
Vinde, dizeis e fazeis
que é chegada a ceifa
Preparais obras e palavras
Uma sem palavra
É chegado o julgamento
do Ceifeiro que chega à hora!
21.07.2004
Que é próprio o momento!
Chegais e dizeis
(Des)coisas habituais
Em promessas vossas
irrealizáveis no tempo
Vinde, dizeis e fazeis
que é chegada a ceifa
Preparais obras e palavras
Uma sem palavra
É chegado o julgamento
do Ceifeiro que chega à hora!
21.07.2004
Monday, April 02, 2012
KIFUFUTILA
Meu regaço é quente
Como sol de Setembro
Na pele de homem alheio
Friorento nas mil noites
Mal vividas dum amor
Agarrado n´argola e ninhada
Já sem suor nem valor
Sou amante
Fogo e lazer
Vozes loucas em horas poucas
Delírios satânicos
Corpos desejosos,
Andrajosos no caminhodo prazer
Esquecido na noite do alembamento
Sou a amante
Amada, diamante, desalmada, paciente
Fogueira de macho reformado
Carente de novos gemidos
Sim, nós
Eu e ele
Cofre e tesouro!
Como sol de Setembro
Na pele de homem alheio
Friorento nas mil noites
Mal vividas dum amor
Agarrado n´argola e ninhada
Já sem suor nem valor
Sou amante
Fogo e lazer
Vozes loucas em horas poucas
Delírios satânicos
Corpos desejosos,
Andrajosos no caminhodo prazer
Esquecido na noite do alembamento
Sou a amante
Amada, diamante, desalmada, paciente
Fogueira de macho reformado
Carente de novos gemidos
Sim, nós
Eu e ele
Cofre e tesouro!
Friday, March 02, 2012
ÊXODO
Ontem na sanzala
Vacas gordas vozeavam canções alegres e intrépidas
Da guerra que ressona ainda distante
Hoje na cidade
Esfarrapadas as mesmas vacas vozeiam tristes melodias
Ávidas de paz, pão e liberdade na lonjura das estrelas
Vacas gordas vozeavam canções alegres e intrépidas
Da guerra que ressona ainda distante
Hoje na cidade
Esfarrapadas as mesmas vacas vozeiam tristes melodias
Ávidas de paz, pão e liberdade na lonjura das estrelas
Thursday, February 02, 2012
MARCHANDO
Sem cor, nem riqueza
Longa fila se cruza
Norte-Sul, Leste-Oeste
Canções alegres
Coros afinados
Um poema
Pás nas mãos
Escolas construir
Uma inovação
Machados afiados
Florestas desbravar
Mais alimentação
Longa fila se cruza
Norte-Sul, Leste-Oeste
Canções alegres
Coros afinados
Um poema
Pás nas mãos
Escolas construir
Uma inovação
Machados afiados
Florestas desbravar
Mais alimentação
Monday, January 02, 2012
PAIXÃO ADULTA
Passeio,
Sempre que a saudade bate
pelo crepúsculo encontro
Tua imagem
sempre na mesma posição,
o mesmo sorriso luminoso
E no silêncio,
quase me gritam teus murmúrios prazerosos
Na calada da noite
Já sem sono,
pergunto para mim mesmo:
ílusão minha ou também sentes o que sinto?
Sempre que a saudade bate
pelo crepúsculo encontro
Tua imagem
sempre na mesma posição,
o mesmo sorriso luminoso
E no silêncio,
quase me gritam teus murmúrios prazerosos
Na calada da noite
Já sem sono,
pergunto para mim mesmo:
ílusão minha ou também sentes o que sinto?
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