
Que se quebrem os telhados
repletos de gente abaixo
Que esvoace a folhagem arbórea
entupida de aves adentro
Que rolem os rochedos
habitados por canta-pedras
Que se rasguem as montanhas
cercadas de homens tementes
Que se cale esta voz
ofuscada pelo grito ensurdecedor
Jamais cederei à minha paz
Luciano Canhanga