Quase chorei
Ao ler tua carta repleta
de memórias idosas...
Não que as desconhecesse,
Pois fotos e relevos vi
De amores e nostalgias me falaste
Chorei e não sei porquê,
Pois de inválidos atritos paternais sabia
E foi a maior perda de sentido
Mesmo assim chorei
e não sei porquê
Pois o amor em nós existe...
Luciano Canhanga
(à luso/kibalista São Sabugueiro)
Tuesday, November 03, 2009
Saturday, October 03, 2009
UM DIA
Quando nem forças tivermos
Para desejos saciarmos
Ou
P'ro seu regaço Deus m'arrebatar
Finalmente compreenderás
Que lírios te cantei aos ventos
E toda vida rosas negaste
Pois amor igual jamais verás!
Luciano Canhanga
Para desejos saciarmos
Ou
P'ro seu regaço Deus m'arrebatar
Finalmente compreenderás
Que lírios te cantei aos ventos
E toda vida rosas negaste
Pois amor igual jamais verás!
Luciano Canhanga
Wednesday, September 09, 2009
CANÇÃO DO TEMPO
Beatriz, meu amor
procuro-te e sou infeliz
aqui é pôr do sol
já se foi o dia
brilhou o astro-mãe
a escuridão toma conta do rol
e eu com medo das trevas
sem você minha estrela-guia
canto que no canto reapareças
p'ra que depressa me aqueças...
Luciano Canhanga
procuro-te e sou infeliz
aqui é pôr do sol
já se foi o dia
brilhou o astro-mãe
a escuridão toma conta do rol
e eu com medo das trevas
sem você minha estrela-guia
canto que no canto reapareças
p'ra que depressa me aqueças...
Luciano Canhanga
Tuesday, August 11, 2009
LONGE D'ALMAR
O poiso da gaivota
pelos ares apenas
lembrando tempos negros
dum passado moribundo
A distância no austin
por terra craterada
ossos marcam vidas
queimadas no negócio longíquo
Longe d'almar
roupa passada,
mordómica prisão,
vidas contadas
Luiano Canhanga
pelos ares apenas
lembrando tempos negros
dum passado moribundo
A distância no austin
por terra craterada
ossos marcam vidas
queimadas no negócio longíquo
Longe d'almar
roupa passada,
mordómica prisão,
vidas contadas
Luiano Canhanga
Tuesday, July 28, 2009
DIÁRIO AMOROSO
Os homens não precisam ser
Têm de aparecer
Tal qual campos santos
Sepulcros limpos
Topos de branco pintados
Corpos mofos e pódridos
Repousam dentro
Assim a paridade conjugal
Passeios aos pares
Cerveja nos bares
Chifre nos cabarés
Lábios de sorrisos inundados
Transbordam elogios alheios
E a vida conta passos
Mais um dia passa
Lá dentro o mesmo buraco
A mesma rosna
O mesmo roncar nocturno
Até que um se vai
Destapando q’houve d’amorfo
Luciano Canhanga
Têm de aparecer
Tal qual campos santos
Sepulcros limpos
Topos de branco pintados
Corpos mofos e pódridos
Repousam dentro
Assim a paridade conjugal
Passeios aos pares
Cerveja nos bares
Chifre nos cabarés
Lábios de sorrisos inundados
Transbordam elogios alheios
E a vida conta passos
Mais um dia passa
Lá dentro o mesmo buraco
A mesma rosna
O mesmo roncar nocturno
Até que um se vai
Destapando q’houve d’amorfo
Luciano Canhanga
Tuesday, July 07, 2009
VIAGEM
Embalado
Nos teus braços viajei
para onde
não sei
faminto
nas estradas dormi
e de graça comi
pois o dinheiro não dei
Na rusga do chimba
minha algibeira mostrei
Pena
que roupa não vestia
Luciano Canhanga
Nos teus braços viajei
para onde
não sei
faminto
nas estradas dormi
e de graça comi
pois o dinheiro não dei
Na rusga do chimba
minha algibeira mostrei
Pena
que roupa não vestia
Luciano Canhanga
Monday, June 15, 2009
CÂNDID'AMOR
Procurei no alô do telefone a voz cândida
De oferta a exaltação de mimos queridos
Num amparo de ternura
E sufocos há muito esquecidos
Na memória a Cândida apanas
Parida de melosos amores forjados
Além terra-mar
Luciano canhanga
De oferta a exaltação de mimos queridos
Num amparo de ternura
E sufocos há muito esquecidos
Na memória a Cândida apanas
Parida de melosos amores forjados
Além terra-mar
Luciano canhanga
Monday, May 25, 2009
FRÁGIL
Cuidado!
Pega devagar ...
com ternura
Fala baixo...
mas com afecto
Decide antes
se é...
P'ra ficar
ou p'ra descartar
Se p'ra zombar
ou p'ra amar
E se amar
fá-lo...
Com responsabilidade
Luciano Canhanga
(inspirado em Cuidado de Carol Vicente: http://silenciosidade.blogspot.com)
Pega devagar ...
com ternura
Fala baixo...
mas com afecto
Decide antes
se é...
P'ra ficar
ou p'ra descartar
Se p'ra zombar
ou p'ra amar
E se amar
fá-lo...
Com responsabilidade
Luciano Canhanga
(inspirado em Cuidado de Carol Vicente: http://silenciosidade.blogspot.com)
Wednesday, April 01, 2009
MELHOR IDADE
Quero lá chegar
Quando luzes conquistar
Para olhos verem sucessos
E no curso da vida Progressos
da confusa cidade me desfarei
E por arrimos andarei
Quando tiver a melhor idade
Luciano Canhanga
Quando luzes conquistar
Para olhos verem sucessos
E no curso da vida Progressos
da confusa cidade me desfarei
E por arrimos andarei
Quando tiver a melhor idade
Luciano Canhanga
Sunday, March 15, 2009
PAZ PODRE
Paz sem perdão
É tentar esquecer
Sem dar mão a torcer
É podridão!
Paz com mágoas
É apertar a mão do irmão
Pronto a derramar lágrimas
É ter arma no cinturão!
Luciano Canhanga
É tentar esquecer
Sem dar mão a torcer
É podridão!
Paz com mágoas
É apertar a mão do irmão
Pronto a derramar lágrimas
É ter arma no cinturão!
Luciano Canhanga
Subscribe to:
Posts (Atom)