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Wednesday, August 09, 2006

A MULHER QUE NUNCA VI


Afundado na enorme saudade
Vou sorvendo o fel deste silêncio
Aguardando qu’o tempo me leve
de volta à mãe civilização

Na doçura ausente do teu ai
Escondo meu tédio diário
Do fio dental encarnado
Sobre o branco na bunda

E é neste andar excitante
Que me alieno
Fazendo-me companhia as orgias
com a mulher que nunca vi


Luciano Canhanga

3 comments:

Kyalanda Peterson said...

Gostei, autentico, singelo...Without comentários!

Kyalanda Peterson said...

Olá, LC, já viu, tou meio confusa, sem saber direito se te respondo aqui, se no meu blog, mas tudo bem, vai lá que tem msg pra vc! Ah, estás no país do samba, das mulatas e do football, aí sim, vc terá a grnade proeza dos fios dentais vermelhos sobre as Mbundas (bundas pra eles) brancas (loiras, mulatas... hiii haja miscigenação!!) mas tome cuidado, quem se ama se cuida... abstenha-se ou entaum use "camisolão". Bjs 1001. Bom proveito. não preciso dizer q curto "bué" o(s) seu(s) blog(s)

Ndombele Freddy said...

Com este poema inspiraste-me a inciar com os meu dotes poéticos...


Obrigado Luciano...