Neste viver distante
Vou plantando couves
À beira mar relaxando
Na mesma angústia marcante
Repasto olhos em alhos peitorais
E olho
O busto que me embriaga no odor
Deste perfume que me sequestra
E protesto
O despolir do batom sem pudor
E a beleza do sorriso qu’água leva p’ra eternidade
E vou plantando couves
Colhendo alhos também
Vou plantando couves
À beira mar relaxando
Na mesma angústia marcante
Repasto olhos em alhos peitorais
E olho
O busto que me embriaga no odor
Deste perfume que me sequestra
E protesto
O despolir do batom sem pudor
E a beleza do sorriso qu’água leva p’ra eternidade
E vou plantando couves
Colhendo alhos também
Luciano Canhanga




