Apenas uma Vila atirada num matagalTão somente a maior diamantíferaExplorando dos maiores quimberlitos do mundoLavrando dos maiores campos de auto-sustentoTão somente uma empresa calada Introspectiva (?)Aqui Um hospital que desafia serviços nacionaisautonomia aéreaMais de tres mil trabalhadoresTão somente um toquezinhoPara conhecer CatocaLuciano Canhanga/Nov 2005
Quando a fala tarda Pela boca desdigo coisasQue a pena permite…Luciano Canhanga/ 2004
Vinde e cultivaiQue é próprio o momento Chegai e dizei (des)coisas habituais e promessas rotas pelo tempoem vossas bocas infernais Vinde, dizei e fazei Que é chagada a ceifa Preparai obras e palavras Umas sem palavra Para o julgamento do ceifeiro Que chega à hora! Luciano Canhanga/2004
1Km de saudadeNa escuridão da saudadeQue nos invadeRecebe este beijoÍmparE doce como o sentimentoQue nos une!Luciano Canhanga, Dez/2004
MulherQue em horas esquivasMe excitas na imaginaçãoEu aqui sedentoDa tua abraçaçãoQuinguilo-te na esquinaPara o kandando dócilE orgiante!Luciano Canhanga
É operáriaDe cinco horas para o labor vespertinoDe fábrica periféricaCom apagões e labor manualO que resta é kinañinañiCarne borrachaMaltratada nunca engolidaÉ sangue de vários sanguesSem cor!Luciano Canhanga/Jun 05
MartelosBuldozeresBombasDistância e traiçõesAmores antigosE até mesmo perseguiçõesTentaram desviar nossos sentimentosNão fosse nossaA maturidade e determinação.Luciano Canhanga Dez/2004
Para muitosSou a consolaçãoPara mimApenas o restode uma quadra cadavéricaPara unsHá causas e explicaçõesPara mimapenas ViVivi e existo.Luciano CanhangaJunho 2005