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Monday, February 13, 2006

Incontinências

Vinde
e cultivai
Que é próprio o momento
Chegai e dizei
(des)coisas habituais
e promessas rotas pelo tempo
em vossas bocas infernais

Vinde,
dizei e fazei
Que é chagada a ceifa
Preparai obras e palavras
Umas sem palavra
Para o julgamento do ceifeiro
Que chega à hora!


Luciano Canhanga/2004

Na Escuridão da Saudade



1Km de saudade

Na escuridão da saudade
Que nos invade
Recebe este beijo
Ímpar
E doce como o sentimento
Que nos une!





Luciano Canhanga, Dez/2004

SOMENTE TU


Mulher
Que em horas esquivas
Me excitas na imaginação
Eu aqui sedento
Da tua abraçação
Quinguilo-te na esquina
Para o kandando dócil
E orgiante!



Luciano Canhanga

Minha Vida

É operária
De cinco horas para o labor vespertino
De fábrica periférica
Com apagões e labor manual
O que resta é kinañinañi
Carne borracha
Maltratada nunca engolida
É sangue de vários sangues
Sem cor!



Luciano Canhanga/Jun 05

Fakada

Martelos
Buldozeres
Bombas
Distância e traições
Amores antigos
E até mesmo perseguições
Tentaram desviar nossos sentimentos
Não fosse nossa
A maturidade e determinação.



Luciano Canhanga Dez/2004

Para quê palavras

Para muitos
Sou a consolação
Para mim
Apenas o resto
de uma quadra cadavérica
Para uns
Há causas e explicações
Para mim
apenas Vi
Vivi e existo.



Luciano Canhanga
Junho 2005